Audiência das Universidades Federais na internet

Ranking classifica as instituições que recebem mais acessos nos portais; UFRGS lidera

rankinternet16O crescimento da comunicação digital e os diversos recursos disponíveis para ampliar o diálogo com a sociedade impõe desafios para os profissionais da área. Monitorar e mensurar as ações é fundamental para aprimorar o relacionamento com os diversos públicos. Avaliar a audiência dos portais institucionais e o comportamento dos usuários é um bom caminho para melhorar as práticas de comunicação na internet.

Considerando este cenário o jornalista Cristiano Alvarenga organizou pesquisa de audiência dos portais institucionais. Mais que classificar as instituições que possuem os melhores números, a pesquisa busca mostrar caminhos para aperfeiçoar as atividades de comunicação das universidades federais. A pesquisa é quantitativa, mas abre caminho para uma análise qualitativa.

A pesquisa foi realizada com base nos dados disponibilizados pelo SimilarWeb, que disponibiliza dados relacionados à audiência dos sites. Importante considerar que o número de acessos das universidades federais é estimado e considera o portal, ou seja, todos os endereços eletrônicos do domínio e não simplesmente a página principal. Assim, todos os sites vinculados à instituição são computados. O que inclui páginas de cursos, de setores administrativos e professores, por exemplo. Os dados apresentados nesta pesquisa referem-se ao mês de agosto de 2016.

UFRGS tem maior audiência

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) lidera o ranking de acessos. Foram 7,1 milhão de usuários que buscaram informações ou realizaram pesquisas no portal. A Universidade de Brasília (UnB), com 5,8 milhões e a Federal de Santa Catarina (UFSC), 5,45 milhões, completam o trio de maior audiência na web. Na sequência, as universidade de Minas Gerais (UFMG), do Paraná (UFPR) e do Rio de Janeiro (UFRJ) compõem a lista das instituições que ultrapassaram os três milhões de visitas no mês.

Entre as universidades do nordeste a Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) teve o melhor desempenho, com 2,35 milhões de acessos. Já entre as instituições sediadas na região norte o destaque é para a Universidade Federal do Pará (UFPA), com 1,5  milhões de visitantes. Veja o ranking completo.

Perfil dos visitantes

A pesquisa também aponta o comportamento dos usuários que visitam as páginas das universidades federais. Em média cada pessoa permanece no portal por 05 minutos e 34 segundos. Neste quesito, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) é quem consegue reter mais o internauta, com 12 minutos e 11 segundos em média. As universidades de Ciências Integradas da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e de Mato Grosso (UFMS) completam a lista das instituições que “seguram” o visitante por mais de 10 minutos.

Outro dado apresentado na entrevista se refere ao número de páginas visitadas por usuário. Na avaliação a UFCSPA e UNIFESSPA lideram este item, com 10,78 e 10,35 páginas visitadas por usuário, respectivamente. A média das universidades federais é de 5,69 páginas por visitante.

Para fechar, mais um aspecto importante foi ponderado na pesquisa. A chamada “taxa de rejeição”, ou seja, a porcentagem de usuários que acessou apenas uma página e saiu do portal. Em média, a taxa foi de 35,67%, no entanto, algumas universidades conseguiram resultados melhores. A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), com 21,39%, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), 22,52%, e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com 23,02, obtiveram os menores índices.

Série

Esta publicação é a terceira da série “Transparência, Informação e Comunicação nas Universidades Federais” que trata das seguintes temáticas e com divulgação conforme o cronograma abaixo:

1) Audiência das Universidades Federais no Facebook (19/09)
2) Transparência – Ranking do Acesso à informação (20/09)
3) Audiência dos portais institucionais (21/09)
4) Caminho até os portais institucionais (22/09)
5) Os profissionais de comunicação nas universidades federais (23/09)

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